Na contramão da crise, Lucélia tem mais contratações que demissões entre janeiro e abril, diz CAGED
Lucélia registra 297 demissões e 493 contratações, entre janeiro e abril deste ano.
Na contramão da crise, Lucélia teve saldo positivo de empregos no período de janeiro a abril deste ano. Os números são do novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que mede o comportamento das demissões e contratações formais, com carteira assinada, no mercado de trabalho. Os dados voltaram a ser disponibilizados pelo governo federal nesta quarta-feira (27), agora pelo Ministério da Economia.
É o primeiro indicador oficial que permite mensurar os reflexos da pandemia da Covid-19 e a retração da economia, nos empregos formais.
Para Lucélia, no período de janeiro a abril, o CAGED revela a ocorrência de 297 demissões e 493 contratações, o que gera um saldo positivo com 196 novos postos de trabalho com carteira assinada. Enquanto os dados gerais do Brasil, do Estado de São Paulo e de cidades da região são negativos, a cidade teve um comportamento inverso.
CAGED. Janeiro a Abril de 2020. Lucélia. Fonte: Ministério da Economia
Dos 297 desligamentos, 215 ocorreram no segmento discriminado como atividades administrativas e serviços complementares, e o segundo volume na indústria de transformação, com menos 42 postos de trabalho.
Em paralelo, das 493 contratações, 236 ocorreram na indústria de transformação e outros 211 no segmento discriminado como atividades administrativas e serviços complementares, com 211 contratações.
CAGED. Janeiro a Abril de 2020. Lucélia. Fonte: Ministério da Economia
Com mais contratações do que demissões de trabalhadores formais, com carteira assinada, no período, o CAGED aponta 196 novos postos de trabalho formas na cidade. (Continua após a publicidade...)
Brasil perde mais de 860 mil empregos formais em abril
No país, segundo a Agência Brasil, as demissões superaram as contratações com carteira assinada em 860.503 postos de trabalho, em abril. Foram 1.459.099 desligamentos e 598.596 contratações, segundo o CAGED, O saldo de abril foi o pior da série histórica iniciada em 1992.
De acordo com o Ministério da Economia, os dados mostram que a queda no número de contratações contribuiu de forma expressiva para o saldo negativo de empregos formais.
Enquanto as demissões tiveram um incremento de 17,2%, as admissões caíram 56,5% na comparação com abril de 2019. Em valores nominais, São Paulo teve o pior desempenho, com saldo negativo (mais demissões do que contratações) de 260.902. O estado é seguido por Minas Gerais com 88.298 demissões (descontadas as contratações); Rio de Janeiro, 83.626, e Rio Grande do Sul, 74.686.
Em março, mês de início das medidas de isolamento social devido à pandemia da covid-19, o saldo de emprego formal ficou negativo de 207.401. Foram 1.316.655 admissões e 1.524.056 desligamentos.
De janeiro a abril de 2020 foram 4.999.981 admissões e 5.763.213 demissões no país, com resultado negativo de 763.232. As admissões caíram 9,6% e as demissões subiram 10,5% no período, comparado ao primeiro quadrimestre de 2019.